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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Primeiro dia de greve da polícia causa clima de tensão na Região dos Lagos

REPRODUÇÃO VÍDEO / IN360
O clima de tensão tomou conta das cidades do interior do estado, nesta sexta-feira (10), por conta da greve dos policiais militares. Na Região dos Lagos e na Baixada Litorânea houve passeatas de protesto e alguns comerciantes decidiram fechar as portas com medo da falta de policiamento nas ruas. O comando da PM, no entanto, garante que a situação está sob controle.


Em Macaé, os policiais passaram o dia em frente ao 32º BPM. Pelo menos metade dos policiais militares da cidade cruzou os braços. Até o início da tarde, nenhuma equipe havia deixado a sede da corporação. O comandante do batalhão foi até o pátio negociar. Os manifestantes foram informados que poderiam ser autuados e receber voz de prisão se o atendimento nas ruas fosse paralisado.


Apesar da apreensão da população nas ruas do centro de Macaé, as duas comunidades que foram recentemente pacificadas na cidade, Malvinas e Nova Holanda, continuaram com patrulhamento normal.


Cabo Frio – Também houve paralisação dos policiais do 25º BPM, em Cabo Frio. Na Delegacia de Arraial do Cabo, apenas as ocorrências graves foram registradas. Na rua do quartel dos bombeiros de Cabo Frio, faixas foram colocadas em sinal de protesto. Os que estavam de folga ou já tinham saído permaneceram na frente da unidade. Mas, de acordo com o comandante do 18º GBM, tenente-coronel Santos Pinheiro, o atendimento foi feito normalmente durante todo o dia.


Pelo menos três escolas e uma universidade cancelaram as aulas em Cabo Frio nesta sexta, por conta da greve da polícia. O presidente da Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia), José Martins, orientou os comerciantes que se sentissem inseguros a fecharem as portas.


Já em São Pedro da Aldeia, parte do comércio ficou fechada por conta de boatos a respeito de supostos crimes que teriam acontecido na cidade. Ninguém, no entanto, soube informal se alguma loja teria sido alvo de bandidos. A polícia informou que não houve registro de ocorrência de assaltos na cidade durante o dia.


No final da tarde, policiais militares e bombeiros saíram em carreata pelas ruas de Cabo Frio. Eles se reuniram em frente ao quartel dos bombeiros e saíram em carros particulares pelas ruas da cidade, com faixas e cartazes.


FONTE:IN360

sábado, 16 de julho de 2011

Polícia apreende 20 máquinas caça-níqueis em ‘clínica odontológica’

Noite da última sexta-feira (15), houve uma apreensão de máquinas caça-níqueis em Nova Friburgo. A fachada do local indicava que ali funcionava uma clínica odontológica, mas no interior foram encontradas 20 máquinas caça-níqueis.

Três pessoas foram presas, assinaram termo de compromisso e foram liberadas. As máquinas apreendidas estão no Batalhão da Polícia Militar. A apreensão aconteceu no Centro.


FONTE:IN360

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sítio de apresentador Carlos Alberto de Nóbrega é assaltado em Sorocaba

O sitio do apresentador Carlos Alberto de Nobrega foi assaltado nesta quinta-feira (23) em Sorocaba (SP). De acordo com o humorista, ele foi surpreendido por sete criminosos quando chegava no sítio.

Ele contou que estava em um carro blindado, mas abriu a porta porque sua família estava dentro da casa. Os bandidos entraram no sítio sem chamar a atenção do caseiro, que posteriormente também foi rendido. Na casa principal estava um dos filhos de Carlos Aberto, com sua esposa e duas filhas, de sete e dois anos. 

Carlos Alberto disse que um dos criminosos teria usado drogas e que teria ameaçado sequestrar uma das crianças. As vítimas foram trancadas no banheiro de um dos quartos da casa.

Toda a ação durou cerca de uma hora. Os bandidos fugiram em dois carros levando dinheiro, objetos e todos os celulares da casa.

Carlos Alberto, 75 anos, é conhecido por apresentar o humorístico A Praça é Nossa no SBT.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Comentarista da Band pode ser preso a qualquer momento

Pode ser preso a qualquer momento o ex-jogador de futebol Edmundo. Nesta terça-feira (15), a Justiça do Rio ordenou que seja cumprida a sentença de um crime que aconteceu há 15 anos.


Edmundo não foi encontrado em um dos endereços dele na Zona Sul do Rio. Em 1999, ele foi condenado a quatro anos e meio de prisão, em regime semiaberto, por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - e lesão corporal.


“Vamos levar o caso ao Tribunal de Justiça, pedindo que o Tribunal de Justiça reconheça a prescrição e recolha o mandato de prisão”, afirma o advogado Arthur Lavigne.


FONTE:RD1

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Justiça autoriza Bruno a treinar futebol em presídio

O goleiro Bruno Fernandes recebeu, nesta segunda-feira (21), autorização da Justiça para treinar futebol com bola, meiões e caneleiras dentro da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os treinos serão feitos durante o banho de sol, que é de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 às 9h30 e de 10h às 12h.  O ex-jogador está preso e é réu no processo relacionado à morte de Eliza Samudio, ex-namorada, e com quem, segundo a própria Eliza, teria um filho. Outras três pessoas também são rés no processo, entre elas o amigo do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; e o primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales.

A autorização foi concedida pela juíza Marixa Fabiane Lopes, do Tribunal do Júri de Contagem, nesta segunda-feira (21), e foi acatada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi).

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (Seds), Bruno vai receber uma bola, meiões e caneleiras. O material deve ser entregue a ele por um familiar ou amigo. Os treinos vão ser realizados junto com outros detentos da unidade prisional.

Entenda o caso
Eliza Samudio foi morta, segundo a Polícia Civil, no dia 10 de junho, depois de ser vista com o filho de, então cinco meses, no sítio de Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A jovem tentava provar na Justiça a paternidade de seu filho. Em 2009, Eliza teve um relacionamento com Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O corpo de Eliza não foi encontrado.

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno Fernandes e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza e, a pedido do MP, decretou a prisão preventiva de todos os acusados.

Dayanne, a ex-mulher de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva, e Wemerson Marques, o Coxinha, estão soltos e respondem ao processo de homicídio de Eliza em liberdade. O goleiro, o amigo Macarrão e o primo Sérgio continuam presos e vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dayanne diz que esteve com Eliza

Fonte:G1
O Fantástico conversou com a ex-mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza. Ela vai a júri popular por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio. A ex-namorada do atleta foi morta, segundo o Ministério Público, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em junho deste ano. Dayanne e outros três réus do caso Eliza foram soltos pela Justiça na sexta-feira (17), depois de ficarem mais de cinco meses presos.


Na entrevista, Dayanne contou que esteve com Eliza no sítio do goleiro, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 10 de junho, dia em que, segundo a polícia, a jovem foi morta. “Ela tava bem. Ela não pediu, não chegou perto de mim pra pedir socorro", relata. A ex-mulher afirma ainda que foi Bruno quem pediu que ela cuidasse do filho de Eliza e lhe entregou a criança.
Ela estava bem (...) não chegou perto de mim pra pedir socorro"
Dayanne, sobre os momentos em
que esteve com Eliza no sítio de Bruno
Dayanne, de 23 anos, foi casada por seis anos com o goleiro e diz que há dois anos está separada. O casal tem duas filhas - de 2 e de 4 anos. Segundo ela, o motivo da separação foi infidelidade. “O Bruno era muito infiel, muito baladeiro, gostava da noite. Isto foi pesando um pouco. Aguentei até por um certo tempo, mas depois ficou muito difícil."
Sobre o tempo em que esteve presa no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, em Belo Horizonte, Dayanne conta que ficou 57 dias isolada em uma cela e depois foi para o alojamento. Ela relatou que nunca foi molestada ou hostilizada pelas outras detentas. "De maneira alguma. Eu tive muita ajuda, elas me ajudaram bastante", diz. "Achei que ia ser totalmente diferente do que foi. Pensei que ia ser bem mais difícil. Foi muito. Mas, pelo fato de elas me ajudarem, foi um pouco melhor."
Dayanne também contou sobre a relação com suas filhas enquanto estava presa. “Os momentos mais tristes eram quando as minhas filhas iam na visita. Era um dia em que eu renascia e morria ao mesmo tempo. Quando eu via as minhas filhas, para mim era tudo, dava aquele ânimo. Mas, na hora de elas irem embora, eu desmontava. Quando minha filha estendia os braços para mim e falava 'não, mamãe', acabava comigo por dentro”, detalha.

Sobre a hostilização do público quando era levada para audiências, Dayanne disse que tinha medo. "O pessoal gritar assassino... era muito triste você ser chamado de assassino”. A jovem diz que temia o que poderia acontecer se fosse libertada no começo do caso Eliza. "A população ficou muito revoltada."

Machucado no dedo de Eliza

A polícia afirma que Eliza foi morta na madrugada de 10 de junho, mas Dayanne diz que almoçou com a jovem naquela data, no sítio de Bruno. “Ela tava bem. Ela não pediu, não chegou perto de mim pra pedir socorro. Não chegou perto de ninguém pra pedir socorro", afirma. "Ela estava normal. A única coisa é que ela estava com um machucadinho no dedo. Eu perguntei sobre esse machucado e ela falou que havia prendido o dedo na porta. Não falou que fulano, beltrano ou cicrano a agrediu, em momento algum."

A única coisa era que ela estava com um machucadinho no dedo. Eu perguntei e ela falou que havia prendido o dedo na porta"
Dayanne, também sobre o dia
em que esteve com Eliza no sítio
De acordo com Dayanne, as duas pouco conversaram. "Não sei se ela ficou com um pouco de vergonha... não sei. Brigar? Em momento algum. A gente almoçou junto, inclusive na hora do almoço ela me ajudou num prato. Mas brigar, não. Até porque não tem motivo."

"Bruno pediu que eu cuidasse do bebê"

Segundo a ex-mulher, Bruno lhe entregou o filho de Eliza e pediu que ela cuidasse da criança. "No momento, ele falou que ela tinha ido pra São Paulo e pediu que o Luiz Henrique [Ferreira Romão, o Macarrão] entregasse o bebê pra ele e mandou ele se virar. As palavras dele foram essas", relata Dayanne. "Ele chegou perto de mim chorando, pedindo que eu cuidasse do bebê, que ele não sabia como retornaria pro Rio com a criança. Ele voltou para o Rio de ônibus, em decorrência do jogo que teria lá, e não tinha como [a criança] retornar com ele dentro do ônibus."

Dayanne diz ainda que ouviu de Sérgio Rosa Sales, o primo de Bruno e também preso pela acusação de envolvimento no crime, que o bebê de Eliza poderia ter sido morto por Macarrão.  "Ele falou pra mim: Dayanne, você tem que ficar tranquila porque, se você não tivesse pegado, aceitado olhar o bebê na noite do dia 10, a intenção do Luiz Henrique era eliminar a criança. Eu não sei o que ele quis dizer com essa palavra 'eliminar'”, afirma.
A jovem diz que não concorda com a acusação de sequestro do bebê e de tê-lo mantido em cárcere privado. “Eu recebi um pedido. O Bruno fez um pedido, pra eu cuidar da criança. Não vejo sequestro. Foi um pedido dele. Eu não arranquei ele [o bebê] dos braços dela. Não arranquei dos braços do pai", afirma. Questionada se acredita na inocência do goleiro, Dayanne responde: "O único homem inocente que pisou nessa terra foi Jesus. Ele morreu na cruz. O Bruno, por mais que fosse... Eu nunca vi esse lado 'assassino'", diz, fazendo o sinal de aspas com as mãos.
Dayanne e outros três acusados vão responder ao processo em liberdade. O júri popular dos oito acusados pode ser marcado somente para 2012. "Só de estar aqui hoje já é uma resposta muito grande para muita coisa. Tenho certeza de que vou sair dessa, bem." A jovem diz que tem a consciência tranquila: "Consigo deitar no travesseiro e dormir uma noite de sono tranquila, graças a Deus".
Sobre Bruno, afirma: "Se ele cometeu [o crime], tem que pagar. Se ele precisar de mim, da minha ajuda, vou estar do lado dele".

Entenda o caso

Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. O corpo de Eliza não foi encontrado.

A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza e, a pedido do MP, decretou a prisão preventiva de todos os acusados.
Na madrugada deste sábado (18), Dayanne, a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva, e Wemerson Marques, o Coxinha, foram soltos e responderão em liberdade. O goleiro, o amigo Macarrão e o primo Sérgio continuam presos e vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Bruno Vai A Júri Popular

Bruno Fernandes
Bruno (foto G1)


Bruno e mais três réus acusados do desaparecimento e morte de Eliza Samudio vão a júri popular. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (17), pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Não há previsão de data para o julgamento, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Cabe recurso da decisão.
Dayanne de Souza, Fernanda Gomes de Castro, Elenilson Vitor da Silva, Wemerson Marques e vão ser soltos. Eles vão responder por sequestro e cárcere privado em liberdade, assim como Flávio Caetano Araújo, que conseguiu um alvará de soltura no dia 26 de novembro e foi liberado no dia seguinte.

Entenda o caso
A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza e a Justiça pronunciou todos eles. A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.

Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bruno é condenado por cárcere privado de Eliza

A Justiça do Rio condenou o goleiro Bruno por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio. Na sentença, o atleta é condenado a cumprir 4 anos e 6 meses de prisão. Macarrão foi condenado apenas por cárcere privado, com pena de 3 anos.
Em 2009, a ex-amante do atleta registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, acusando-o de sequestro, agressão e ameaça. A intenção, segundo ela, seria obrigá-la a abortar um filho que seria dele. Bruno nega as acusações.
Procurados pelo G1, os advogados Claudio Daledone e Patrick Berrial, que assumiram as defesas de Bruno e Macarrão no Rio, respectivamente, afirmaram que vão entrar com recurso ainda nesta terça-feira (7). "Eles estavam indefesos e o próprio juiz neste processo declarou os réus indefesos. Vamos recorrer exatamente por causa dessa defesa deficitária. Não entramos no caso antes porque não queria chancelar uma defesa que teria um fim trágico, como teve", afirmou Daledone, referindo-se à decisão anterior em que a Justiça afastou os antigos advogados do atleta do caso.

A sentença

Na sentença, o juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, diz que a "culpabilidade é exorbitante na medida em que se percebe que é absolutamente reprovável a conduta do réu, já que praticou os crimes que ensejaram a sua condenação com o propósito de se ver livre do status de pai que não desejava desempenhar".

Na decisão, o magistrado nega aos réus a possibilidade de recorrer em liberdade e cita a periculosidade dos dois, "diante das circunstâncias que envolveram os fatos narrados na denúncia, além dos acontecimentos posteriores, que culminaram no desaparecimento da vítima, bem como pela conveniência da instrução criminal, que ainda está em curso".

Entenda o caso
Eliza desapareceu em junho deste ano. Em Minas Gerais, Bruno e outros oito réus respondem pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio.


A Justiça já ouviu todos os acusados em audiências no mês de novembro. A Juíza responsável pelo caso, Marixa Fabiane Rodrigues, tem até o dia 10 de dezembro para informar se os réus vão ou não a júri popular.
O motorista de Bruno, Flávio Caetano de Araújo, um dos réus do caso, foi solto da prisão no último dia 27 de novembro. Ele teve habeas corpus concedido pelo Justiça mineira após cerca de cinco meses. Segundo da Secretaria de Estado e Defesa Social, os outros oito réus permanecem detidos em presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro respondem na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responde por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime.

Fonte:G1

Justiça manda Predender Mizael e Evandro

A Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, decidiu nesta terça-feira (7) levar Mizael Bispo de Souza e Evandro Bezerra Silva a júri popular sob a acusação de assassinarem Mércia Nakashima de 28 anos em maio deste ano. Além de terem de sentar no banco dos réus para serem julgados pelo crime por sete jurados escolhidos entre pessoas da sociedade, o ex-namorado da vítima e o vigia também tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. O pedido havia sido feito pelo Ministério Público. Em outras palavras, os dois, que estão soltos por força de liminares, terão de responder ao processo presos.
A sentença do magistrado foi divulgada nesta terça-feira, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de SP. Cabe recurso. Os réus negam o crime. Policiais civis já foram até a casa e ao escritório de Mizael em Guarulhos, mas não conseguiram localizá-lo até o momento.
Mizael tem 40 anos, é advogado, policial militar reformado, ex-namorado e ex-sócio de Mércia. Ele é apontado como o mentor do crime. Foi acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Segundo o Ministério Público, ele matou a advogada por ciúmes, já que não aceitava o fim do relacionamento.
Evandro, está com 39 anos, trabalhava como vigilante em feiras livres para Mizael, e teria ajudado o advogado a cometer o assassinato. Ele responde por homicídio duplamente qualificado (emprego de meio insidioso ou cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. De acordo com o promotor Rodrigo Merli Antunes, o vigia foi denunciado como partícipe porque sabia das intenções homicidas de Mizael e aceitou colaborar com a prática do crime.
Mércia desapareceu da casa dos avós em Guarulhos, em 23 de maio, quando saiu de carro. Após a denúncia feita por um pescador, o veículo e o corpo dela foram encontrados por bombeiros em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, nos dias 10 e 11 de junho, respectivamente.
Não é a primeira vez que Mizael e Evandro têm a prisão decretada pela Justiça. O mesmo juiz chegou a determinar a preventiva deles em 3 de agosto. O advogado chegou a fugir e depois conseguiu a liberdade por conta de um habeas corpus do TJ-SP. O vigia chegou a ser preso em 9 de julho, quando afirmou que Mizael matou Mércia por ciúmes e falou que o ajudou a fugir da represa. Dias depois, revelou numa carta ao G1 que foi torturado por policiais para confessar um crime que não cometeu. Os desembargadores revogaram a prisão de Evandro em 9 de agosto

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Carta diz que plano era matar também filho de Eliza

Na audiência para ouvir réus no processo que investiga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, nesta segunda-feira (8), a promotoria apresentou uma carta enviada pela mulher do goleiro Bruno, Dayanne Souza. Na carta, Dayanne diz que em conversa com Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro, ele teria dito que o objetivo de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, era matar Eliza e o filho. A carta foi lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e Dayanne confirmou o teor e o envio.

Dayanne Souza 
Dayanne Souza chegando ao Fórum de Contagem
(Foto: Pedro Triginelli/G1)
No texto, Dayanne afirma ainda que cuidar do bebê foi “a decisão errada mais certa que ela já tomou” e que, no começo das investigações, Macarrão teria dito para ela negar à polícia a existência da criança. Dayanne foi presa em junho deste ano depois de tentar esconder o filho de Eliza Samudio. Em depoimentos anteriores, ela já confessou que cuidou do bebê. Segundo o inquérito, ela tomou conta da criança a pedido de Macarrão. A carta teria sido escrita logo após a prisão de Dayanne.

Um dos advogados de Macarrão disse ao G1 que a carta não pode ser anexada aos autos. “Essa carta foi apresentada como surpresa no processo. A prova precisa ser conhecida pelos advogados para que eles exerçam o contraditório e a ampla defesa”, disse Wasley César de Vasconcelos.

O advogado acredita que Dayanne foi orientada a escrever a carta. “Com certeza foi orientação de algum advogado. Ela transfere toda a responsabilidade para o meu cliente, seria uma autodefesa”. Ele afirmou ainda que a defesa dos réus mantém como principal argumento “a falta de materialidade do crime, pela inexistência do corpo de Eliza”.
Também nesta segunda-feira (8), Dayanne afirmou à juíza que, no sítio do goleiro Bruno no dia 9 de junho, perguntou a Eliza se ela tinha sido agredida, pois estava com o dedo inchado. Segundo Dayanne, Eliza respondeu que tinha machucado o dedo na porta. A acusada disse ainda que não discutiu em nenhum momento com Eliza e que, na ocasião, a modelo teria dito que estava no sítio para “resolver algumas coisas” com Bruno.

Antes de começar a interrogar a réu, foi lido o primeiro depoimento prestado por Dayanne à polícia no dia 16 de julho. Após a leitura, ela confirmou que cuidou do bebê, mas que não sabia sobre o paradeiro de Eliza. Ela disse ainda que, logo depois da polícia começar a investigar o caso, Bruno convocou uma reunião de família e chorando muito anunciou que seria preso. Segundo Dayanne, o goleiro teria dito à família que não sabia onde estava Eliza Samudio.

A promotoria fez nova intervenção e questionou Dayanne sobre tortura. Ao promotor Gustavo Fantini, ela disse que sofreu pressão psicológica dos delegados da Polícia Civil, mas que deu o depoimento por vontade própria. Ela disse ainda que as delegadas Ana Maria e Alessandra Wilke afirmaram ter em mão uma suposta carta anônima que a incriminava.
O G1 tentou entrar em contato com advogado de Dayanne até às 13h desta segunda-feira (8).

Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.

O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro respondem na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos é o único que responderá por dois crimes. Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.
A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento. Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Flamengo Vai Dar Pensão Ao Bêbê De Eliza

Alícia Uchôa Do G1 RJ
Mãe Eliza Samudio 
Menino está sob a guarda da avó materna, em Mato
Grosso do Sul (Foto: Reprodução / TV Globo)
 
A Justiça do Rio determinou esta semana que o Flamengo deposite em juízo pensão para o filho de Eliza Samudio. Segundo a juíza Maria Cristina de Brito, da 1ª Vara de Família da Barra da Tijuca, o depósito deve ser equivalente a 17,5% do valor recebido pelo goleiro Bruno pelo clube. No entanto, segundo o Flamengo, o atleta está com o contrato suspenso e não está recebendo salário.
“Como ele não recebe nada, não tem o que depositar. Vamos entrar com uma petição explicando isso à Justiça”, explicou o procurador-geral do Flamengo, Rafael de Piro. O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, confirma que o goleiro não vem recebendo salário do clube.
Na mesma decisão, a magistrada determina que o percentual seja descontado também de eventuais verbas trabalhistas e, ainda, que o laboratório responsável pelo exame de DNA da criança envie o resultado à Justiça.

DNA confirma paternidade de Bruno, diz advogado

Na semana passada, o advogado da família de Eliza disse que o resultado do exame de DNA confirma que o menino é filho de Bruno. Ele vive com  a avó materna em Mato Grosso do Sul.

Os Tribunais de Justiça de Minas Gerais e do Rio de Janeiro não confirmaram a divulgação do resultado. O tribunal no Rio alegou que o processo corre em segredo de Justiça.

Entenda o caso

A paternidade da criança foi o grande motivo de desavença entre Bruno e Eliza. Em outubro do ano passado, quando ainda estava grávida, ela o acusou de tê-la agredido e tentado fazê-la abortar o bebê.

Depois, o processo pelo reconhecimento da paternidade e o pedido de pensão na Justiça teria sido, segundo investigações da polícia, usado como desculpa por Bruno para se aproximar da modelo, em data próxima a seu desaparecimento. Ele teria dito que estava disposto a fazer um acordo.
Preso desde julho, Bruno é réu no processo que investiga o desaparecimento e a morte de Eliza. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra ele e outros oito envolvidos. Entre eles estão sua mulher e uma amante.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Justiça decide manter soltos Mizael e Evandro.


Kleber Tomaz Do G1 SP 

Mizael e Evandro, acusados de matar mércia
Evandro e Mizael (TV Globo)
Por dois votos a favor e um contra, os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiram na manhã desta quarta-feira (20) que o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra Silva, acusados de matar a advogada Mércia Nakashima, vão continuar respondendo ao processo de homicídio em liberdade. Eles negam o crime e alegam inocência.
Os desembargadores chegaram a esse resultado após julgarem o mérito do habeas corpus que mantinha os réus soltos. Mizael e Evandro estavam livres provisoriamente por causa de uma liminar concedida em 5 de agosto pela desembargadora Angélica de Almeida à defesa dos réus. Os defensores pediam a anulação das prisões preventivas contra o ex-namorado de Mércia e o vigilante. As prisões haviam sido decretadas pelo juiz Leandro Bittencourt Cano no dia 3 de agosto.
 
Na época, o Ministério Público alegou que havia indícios de autoria de crime contra os acusados, que eles atrapalhariam a investigação e poderiam fugir. Mizael chegou a ficar foragido. Evandro, que ficou um mês preso entre a prisão temporária e a preventiva, ganhou a liberdade no dia 9 de agosto após decisão da desembargadora.
Mas nesta quarta, Angélica, que é relatora do processo, votou pela manutenção da liberdade, afirmando que esses requisitos não sustentam uma decretação de prisão. O desembargador Vico Mañas seguiu a decisão dela. O voto vencido foi de Eduardo Pereira, que queria a suspensão da liberdade.
AudiênciaA decisão do TJ-SP ocorreu horas antes da retomada da audiência do caso Mércia no Fórum Central de Guarulhos, na Grande SP. Durante esta tarde, o ex-namorado da advogada, Mizael, e o vigilante Evandro deverão ser interrogados pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano. A audiência começou na segunda (18), seguiu na terça (19) e deve terminar nesta quarta, quando foram ouvidas testemunhas da acusação e da defesa.
A expectativa no Fórum de Guarulhos é que a Justiça decida se os réus irão ser levados para julgamento popular ou não. Apesar disso, existe a possibilidade de o juiz Bittencourt Cano não dar a sentença nesta quarta sobre essa etapa do processo, chamada de pronúncia ou impronúncia, respectivamente. O motivo é o fato de os desembargadores não terem julgado ainda o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa dos réus que pede a transferência do juízo de Guarulhos para Nazaré Paulista, no interior do estado de SP. A alegação dos defensores é que o caso tem de ser julgado onde o crime ocorreu. Mércia morreu afogada numa represa em Nazaré.
Segundo o TJ, a decisão a respeito da incompetência de juízo deve ser analisada na próxima quarta-feira (27). Se os desembargadores optarem por levar o caso a Nazaré e o juiz de Guarulhos tiver se manifestado sobre a pronúncia ou impronúncia, toda a audiência pode ser adiada. Para não correr esse risco, uma alternativa seria Bittencourt Cano encerrar a fase da instrução processual sem finalizar o “sumário da culpa”, na qual profere tal decisão.
Nessa hipótese, o juiz ouviria os réus, mas não abriria a sessão para os debates e sustentações orais da acusação, representada pelo Ministério Público e assistente, e da defesa dos réus, formada pelos advogados de Mizael e Evandro. Em outras palavras, Bittencourt Cano pode fazer isso e pedir dez dias para dar a sentença sob a alegação que há um recurso ainda para ser julgado. Se fizer isso, os depoimentos das testemunhas e réus não seria anulado porque faz parte da fase de provas.
O promotor Rodrigo Merli Antunes afirmou que independentemente da decisão do juiz nesta quarta, irá pedir a ele, nesta tarde ou nos próximos dias, a prisão preventiva de pelo menos um dos réus. A argumentação será a de que Mizael tentou fraudar provas. Quanto a Evandro, o Ministério Público ainda não se posicionou.
O crimePara a Promotoria, Mizael, que tem 40 anos, matou a ex-namorada e ex-sócia por ciúmes. O vigilante Evandro, de 39 anos, é acusado de auxiliar na fuga. A advogada foi vista pela última vez em 23 de maio, quando deixou de carro a casa dos avós em Guarulhos, na Grande SP. O veículo foi localizado submerso em 10 de junho numa represa em Nazaré Paulista, interior do estado. O corpo dela foi achado no mesmo local no dia seguinte. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), a vítima de 28 anos morreu afogada após ter sido baleada. Ela não sabia nadar. O ex e o vigia negam o crime.
Mizael, apontado como o mentor e executor do crime, é acusado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e dificultar a defesa da vítima). Evandro também foi acusado pelo assassinato, mas com duas qualificadoras (meio cruel e dificultar a defesa da vítima), sendo citado pelo promotor como "partícipe".
Contra os acusados, a investigação afirma ter provas de que eles participaram do crime. São elas: as ligações telefônicas feitas entre eles no dia 23 de maio, o rastreamento do carro de Mizael e uma alga que só existe na represa e que foi encontrada no sapato do advogado. Além disso, Evandro chegou a dizer que Mizael matou Mércia por ciúmes. Também tinha contado que ajudou na fuga do assassino. Depois mudou a versão, negou tudo, e disse que a havia dado sob tortura policial.