domingo, 10 de julho de 2011

Região serrana do Rio tem 31 mil moradores fora de casa 6 meses após tragédia das chuvas

Fonte: R7.com

O forte temporal que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro completa seis meses nesta segunda-feira (11) e o cenário ainda é desolador nas cidades atingidas. Moradores dos sete municípios afetados convivem até hoje com ruas sujas de lama e escombros. Milhares permanecem fora de suas casas - a região contabiliza 31.399 desabrigados e desalojados, segundo levantamento da Secretaria de Estado e Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. Dias após a tragédia, esse número chegou a 39 mil.

A reportagem do R7 visitou três das cidades mais afetadas - Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis - e constatou que a reconstrução caminha a passos lentos. E, apesar de a tragédia ter matado 918 pessoas e deixado mais de 600 desaparecidos, há quem ainda permaneça nas áreas de risco. Em Nova Friburgo, onde 428 moradores morreram, ao menos 500 famílias vivem hoje em regiões consideradas de risco. Já os outros seis municípios não sabem informar quantas pessoas ocupam locais vulneráveis a enchentes e deslizamentos.

Relatório da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro aponta que mais de 700 encostas ainda podem desabar em Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Areal, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro.

E, apesar de a tragédia ter ocorrido em regiões reconhecidamente de risco - ainda hoje povoadas -, ninguém foi responsabilizado pelo desastre, que entrou na lista da ONU (Organização das Nações Unidas) dos dez maiores do século 21.

O fenômeno climático ocorrido na madrugada do dia 11 de janeiro é extremamente raro, com previsão de outra chuva da mesma intensidade em 350 anos, segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente). Em algumas horas, choveu o esperado para todo o mês.

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