sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gratuidade do rádio no futebol será discutida na Câmara

Enquanto pega fogo a briga pela transmissão das próximas edições do Campeonato Brasileiro, uma plataforma de mídia possui o privilégio de não ter de se preocupar com a disputa. Na última terça-feira (15), o Senado aprovou a medida provisória 502/10, que cria novas normas e programas para o esporte com a alteração da Lei Pelé (nº 9.615/98); no trâmite, a MP ganhou uma emenda do relator, o senador Álvaro Dias, que pede a manutenção da gratuidade na transmissão de eventos esportivos.

A emenda foi incluída no texto final, já que a versão apresentada ao Senado incluía as emissoras de rádio entre os veículos que seriam obrigados a pagar pelo chamado "direito de arena", que permite a transmissão de atividades esportivas. “O rádio tem esse direito do rádio há mais de 80 anos. Acabar com ele causaria enormes prejuízos ao rádio que sempre cumpriu um papel inestimável ao desenvolvimento do esporte e à sociedade em geral”, diz o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Emanuel Carneiro.


Há cinco anos que a Lei Pelé está em discussão. Espera-se que as alterações modernizem a relação entre empresas e atletas, evitando, por exemplo a venda de talentos por clubes estrangeiros. Além disso, a MP quer mexer no recebimento da Bolsa-Atleta. O plenário da Câmara deve apreciar a proposta na próxima semana.


Com informações da Abert


Redação Adnews

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