Além disso, as papelarias planejam retirar os
descontos que estavam sendo praticados em dezembro para os demais itens, como cadernos, lápis, canetas, borrachas etc.
A coordenadora de vendas da Clássica Distribuidora de Livros, Giselle Gonzaga, destaca que a alta dos preços, neste ano, varia de título para título.
- São as editoras que definem quanto um exemplar vai subir. Mas os produtos das séries primárias são os que menos sentem a mudança.
O diretor da ANL e da Livraria Leitura, Marcus Teles, acrescenta que muitas variantes interferem no reajuste anual dos livros, entre elas a inflação do período, o preço do papel e revisão das obras.
- Todos os anos, cerca de 25% dos livros didáticos são reformulados. Isso interfere diretamente no valor que chega até o consumidor.
Ele alega, porém, que, mesmo com as elevações constantes no preço, uma pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ligada à USP (Universidade de São Paulo), divulgada em agosto, mostra que, em 2009, o brasileiro pagou cerca de 10,21% menos por um livro didático em comparação a 2008.
O preço médio caiu de R$ 13,61 para R$ 12,22. No caso dos livros dos tipos científicos, técnicos e profissionais, os valores passaram de R$ 19,51 para R$ 17,76, uma queda de 8,97%.
Por isso, a dica de Teles para os consumidores é ficar de olho nas promoções das livrarias, principalmente antes da virada do ano.
- A Leitura, por exemplo, comercializa, até o dia 31 de dezembro, dicionários Aurélio e Silveira Bueno com preços reduzidos. Em alguns casos, o desconto é de quase 50%. De qualquer forma, o consumidor deve negociar toda a lista, em especial, os itens mais caros.
Para o educador financeiro Flávio Campus, o primeiro passo para sair ganhando na hora da compra do material escolar é deixar a meninada em casa, já que levar os estudantes para ajudar é sinônimo de despesas ainda maiores.
- Eles, geralmente, vão pedir os produtos mais caros: o caderno que tem a estampa do super-herói favorito, o estojo da princesa, a mochila da moda. Comprar um ou outro não tem problema, mas isso deve ser a exceção e não a regra.
Quando os livros não tiverem seu conteúdo modificado, também vale investir nos usados. Em geral, eles saem pela metade do preço do novo.
Campus ainda observa que comprar pela internet nem sempre vale a pena, já que se paga o frete pela entrega em domicílio.
- Pesquise nos sites das livrarias e papelarias para ter ideia de quanto você vai pagar e onde os preços estão mais atrativos. Mas antes de ir às compras, veja quais materiais podem ser reaproveitados.
Fonte: R7





































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